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Tendências Pedagógicas | Educação & Diverso | Bloggando



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O que são essas tendências pedagógicas?

As tendências pedagógicas são visões de mundo. Cada uma apresentando concepções de homem, sociedade e escola de uma maneira, baseada em um contexto histórico e na visão da sociedade de determinada época.

Ao pensarmos na palavra tendências, podemos nos remeter a própria moda, que ao passar dos anos, vai modificando o seu catalogo, desde roupas a maquiagem, se ligando claro, a própria sociedade, que com o passar dos anos, modificam sua maneira de ser e agir.

Portanto, isso também se liga a própria educação, que em seu bojo, está conectado com a sociedade, que a medida que se desenvolve, modifica sua forma de educar e ensinar. Podemos pensar em uma linha do tempo, por exemplo, ao pensarmos que os professores para educarem os alunos, utilizavam o processo de palmatória

Retirado do portal: BBC

diferente do momento atual, em que temos professores preocupados com o desenvolvimento socioemocional desses estudantes, que passaram a receber atenção especial a medida que os anos se passaram, observando também os documentos que hoje regem a educação, e que se preocupam com a necessidade desse indivíduo.

Retirado do portal: Nova Escola

Mas essas mudanças claro, não vieram sozinhas, foram se desenvolvimento em conjunto com a ciência e os seus desenvolvedores, que em grande medida, auxiliaram no desenvolvimento dessas teorias, que forneceram uma base de pensamento muito importante para a educação. Sua divisão comumente é feita em tendências Liberais e Progressistas, e é nessa divisão que irei me basear.

Liberais

As tendências liberais, são as que acreditam que a escola visa, principalmente, a preparação dos estudantes para o desempenho de papéis sociais, baseados em suas aptidões sociais. Portanto, o aluno deve se adaptar a normas e procedimentos da sociedade, desenvolvendo sua cultura individual. (INFOESCOLA)

Pedagogia Tradicional

Pedagogia tradicional

Dentro dessa tendência, o papel da escola é a preparação intelectual e moral dos alunos. E a atividade de todo o processo é centrado no professor, que tem o papel de destaque, a qual fica o aluno, o papel de coadjuvante nesse processo, se tornando nada mais do que um recebedor de matéria.

Os objetivos, explícitos e implícitos da escola, focam em uma formação de um aluno desvinculado de sua realidade, e isso em um processo em que o docente procura estabelecer um modelo idealizado de homem, que não está adequado a realidade atual.

De acordo ainda com Libâneo (2013, p.67)
O método é dado pela lógica e sequência da matéria, é o meio utilizado pelo professor para comunicar a matéria e não dos alunos para aprendê-la.

E infelizmente, em meio a tantos avanços, ainda é uma tendência presente nos cotidianos escolares, em que Escola x Realidade vivem desvinculados, e em meio a provas e trabalhos, o aluno se deixa passivo.

Pedagogia Renovada


Professor auxiliando estudante

É uma concepção que inclui várias correntes que, garantidamente, estão ligadas ao movimento da Escola Nova ou Escola Ativa. Contem as correntes: Progressivista (Baseado na teoria educacional de John Dewey), a não diretiva (principal expoente é Carl Rogers), a ativista-espiritualista (de orientação católica), a piagetiana, a montessoriana, a culturalista, dentro outras, que tinham como objetivo, contrapor à pedagogia tradicional.

Segundo Libâneo (2013, p.68), ao tratar sobre a Escola Nova, ele destaca que
É entendida como “direção de aprendizagem”, considerando o aluno como sujeito da aprendizagem. O que o professor tem a fazer é colocar o aluno em condições propícias para que, partindo de suas necessidades, e estimulando seus interesses, possa buscar por si mesmo conhecimentos e experiências.

O único equivoco em meio a todo esse processo, é quanto ao próprio docente, pois é complicado encontrar docentes que estejam preparados de maneira adequada para colocar isso em prática. Portanto, muitos são os processos que poderiam ser trabalhados de forma ativa, como estudos dirigidos, estudo do meio, e até discussões em sala de aula, mas que na hora de avaliarem e comprovarem os resultados, procuram utilizar metodologias do ensino tradicional, como matéria decorada (Libâneo, 2013)

Pedagogia Tecnicista

Pedagogia tecnicista

O papel da escola na tendência tecnicista objetiva em modelar o comportamento humano, a fim de produzir pessoas hábeis para o mercado de trabalho, e se inclui, em certa medida, na Pedagogia Renovada.

No Brasil, de acordo com Libâneo (2013), essa tendencia chegou na década de 1950, ganhando somente em 1960, um ar de tendência, inspirada nas teorias Behavioristas e na abordagem sistêmica do ensino. Foi adotada com vigor no Regime/Ditadura Militar que ficou por muito tempo em vigor no Brasil. Tomada como didática instrumental, ela está interessada em racionalizar o ensino, e na busca de meios e técnicas mais eficazes.

Segundo Libâneo (2013), o sistema de instrução é tomado por algumas etapas, são elas:

Etapas do sistema de instrução 
A) Especificação de objetivos instrucionais operacionalizados;
B) Avaliação prévia dos alunos para estabelecer pré-requisitos para alcançar objetivos;
C) Ensino ou organização das experiências de aprendizagem;
D) Avaliação dos alunos relativa ao que se propôs nos objetivos iniciais.

Progressistas

As teorias progressistas, também denominada "teorias críticas da educação", são teorias pautadas em promover uma oposição a conceitos capitalistas, manifestando três tendencias, sendo elas a Libertadora, Libertária e Critico-social dos conteúdos.

Pedagogia Libertadora

Paulo Freire


A escola libertadora, também conhecida como a pedagogia de Paulo Freire, vincula a educação à luta e organização de classe do oprimido. Além da busca pela transformação social, a condição de se libertar através da elaboração da consciência crítica passo a passo com sua organização de classe. Essa tendencia centraliza-se na discussão de temas sociais e políticos; o professor coordena atividades e atua juntamente com os alunos.


Pedagogia Libertária

Pedagogia Libertária


A educação libertária estimula mais a colaboração que a competição, contraria a meritocracia e envolve a todos (profs, alunos, funcionários, etc) na gestão escolar. Ela também busca a aprendizagem a partir de projetos onde os alunos ou estudantes têm liberdade de atuação. O Antiautoritarismo e autogestão são os princípios fundamentais da proposta pedagógica anarquista (que abrange várias correntes: libertários, psicanalistas e sociólogos).

Pedagogia Crítico social dos conteúdos ou Histórica crítica

Pedagogia Crítico social dos conteúdos


A Tendência crítico-social dos conteúdos busca a difusão de conteúdos vivos, concretos e indissociáveis das realidades sociais; busca o papel transformador da escola na sociedade; busca conteúdos escolares básicos que tenham ressonância na vida dos alunos.
Na prática, significa uma abordagem crítica dos conteúdos, crítica no sentido de tratar os conteúdos escolares dentro de uma análise concreta das relações econômicas, sociais, culturais que envolvem a prática escolar. A pedagogia crítico-social quer contribuir efetivamente para a formação sujeitos pensantes e críticos. Por isso, compreende que o ensino cria modos e condições para o desenvolvimento da capacidade do sujeito para colocar-se ante a realidade a fim de pensá-la e nela atuar, visando à transformação. (Libâneo, pág. 3)