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O dia 07 de abril - Um dia para falar sobre o Bullying | Educação | Bloggando

Nesse texto falo sobre os principais pontos sobre o Bullying. O texto foi tirado de uma pesquisa para uma cartilha da minha faculdade
Alguns pontos sobre o Bullying

Uma imagem para retratar o Bullying

O BULLYING

Bullying é um verbo inglês, que deriva do Bully, muito utilizado nos dias de hoje e que significa agressor. No Brasil, o termo é utilizado com frequência, pois não se tinha uma palavra que descrevesse de maneira simples tudo o que a palavra em inglês descreve.

É um termo muito associado às ações realizadas nas escolas contra alunos, que são muitas vezes vítimas de agressores, que de maneira repetitiva, agridem de maneira física ou verbal outros colegas.
De modo geral, conceitua-se bullying como abuso de poder físico ou psicológico entre pares, envolvendo dominação, prepotência, por um lado, e submissão, humilhação, conformismo e sentimentos de impotência, raiva e medo, por outro. As ações abrangem formas diversas, como colocar apelidos, humilhar, discriminar, bater, roubar, aterrorizar, excluir, divulgar comentários maldosos, excluir socialmente, dentre outras (RISTUM, M. 2010, p.96).
Conforme a Lei 13.185, que institui o Programa de combate à intimidação sistemática (Bullying), pode ser classificado em:
I — verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;

II — moral: difamar, caluniar, disseminar rumores;

III — sexual: assediar, induzir e/ou abusar;

IV — social: ignorar, isolar e excluir;

V — psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar;

VI — físico: socar, chutar, bater;

VII — material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;

VIII — virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social.

CYBERBULLYING

Com o advento da internet, que em grande medida facilita e auxilia a vida de muita gente, ela é também um meio muito frequente de violência. No meio virtual, o Bullying, que é associado as práticas no mundo físico, passa a ser chamado de Cyberbullying, que são os atos de violência cometidos no meio virtual.

Com frequência, isso é cometido nas famosas redes sociais, local onde a maioria dos crimes são cometidos por diferentes indivíduos ou grupos, que de maneira sistemática incitam o ódio na internet.

Hoje, porém, muito diferente de anos atrás quando a internet ainda era novo, temos leis que procuram enquadrar esses crimes, como o Código penal Brasileiro, nos artigos 138 (Calúnia), 139 (Difamação), 140 (Injúria), 146 (constrangimento ilegal), 147 (ameaça) e 307 (falsa identidade) que tratam sobre o crime contra a honra, temos a lei n.º 13.185, que como já foi destacada, também abarca essa categoria de crime.

A FAMÍLIA

No combate e repressão ao Bullying e Cyberbullying, a família tem um papel fundamental, e para isso devem observar, perceber e saber identificar mudanças no comportamento de crianças, adolescentes e jovens para compreender se estão sofrendo ou não maus tratos fora de casa.

Outro aspecto fundamental, é não tratar o Bullying como algo “normal” ou “passageiro”, pois, mais à frente pode se tornar algo grave, ou seja, é necessário que a família faça esse acompanhamento e acolhimento do mesmo. E caso, ele não se abra, é necessário a investigação por parte da família e do auxílio da escola.

SINAIS

Muitas pessoas, para se esconderem de algo que lhe faz mal, se escondem e reprimem os sentimentos. Mas em caso de Bullying, não se pode desconsiderar, como uma dor que some e desaparece do dia para noite. Assim sendo, seguem alguns aspectos que podem auxiliar na identificação de alguém que passa por Bullying:
  • Mudança de comportamento;
  • Agressividade;
  • Desinteresse pela escola;
  • Baixo autoestima;
  • Tristeza e choro sem motivo aparente;
  • Silêncio;
  • Isolamento;
  • Queda no desempenho escolar;
  • Machucados e hematomas constante.

A ESCOLA

O Bullying é uma forma de violência muito frequente, principalmente nas escolas, onde é muitas vezes associado. E suas consequências são graves, dentre eles estão o surgimento e desenvolvimento de crises de depressão, suicídio, e no aumento da evasão escolar por parte dos jovens para fugirem dessa repressão.

O Ambiente escolar deve ser o local propício para identificação desses casos, isso porque é o principal local de vivência desses jovens. A negligência não deve ser feita, todos os funcionários devem ter competência para observar e identificar casos de Bullying ou Cyberbullying, que não podem passar despercebidos.

Neste sentido, é necessária uma articulação da escola, tanto nas atividades desenvolvidas, quanto nos seus próprios documentos, como o Projeto Político Pedagógico, que em voga, deve abordar esses assuntos como objetivo da escola, mas também como o apoio de todos os familiares.

O documento referencial para a construção dos currículos de todas as escolas do país, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estabelece como pilares 10 competências gerais que nortearão o trabalho das escolas e dos professores em todos os anos e componentes curriculares da Educação Básica, possibilitará a abordagem da temática, no campo das competências socioemocionais desenvolvendo um conjunto de habilidades que contribuirá com os alunos para aprenderem a lidar com as emoções durante os desafios cotidianos e ligadas à capacidade de conhecer, conviver, trabalhar e ser.
[…] mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho (BRASIL, 2017).
São competências que não são trabalhadas de maneira individual e desvinculada dos conteúdos escolares, mas devem andar juntas e trabalhadas por todo o caminho desse indivíduo. Portanto, o combate e a prevenção ao Bullying e Cyberbullying não pode ser uma ação isolada no espaço escolar, mas tem para acabar não é feito somente por uma pequena parcela, mas sim de envolvimento de todos.

OBRAS QUE ABORDAM A TEMÁTICA

Koe no Katachi

Nishimiya Shoko é uma aluna da escola primária que está cansada de sofrer bullying por ser deficiente auditiva. Transferida para uma nova escola, ela passa a ser constantemente intimidada pelos colegas, principalmente pelo jovem Ishida Shouya. Depois que ela precisa novamente mudar de instituição de ensino por causa dele, Shouya é condenado ao ostracismo e fica sem amigos. Tempos depois, ele vai tentará obter redenção.


Ponte para Terabitia

Jess sente-se um estranho na escola e até mesmo em sua família. Durante todo o verão ele treinou para ser o garoto mais rápido da escola, mas seus planos são ameaçados por Leslie, que vence uma corrida que deveria ser apenas para garotos.

Extraordinário

Auggie Pullman é um garoto que nasceu com uma deformidade facial e precisou passar por 27 cirurgias plásticas. Aos 10 anos, ele finalmente começa a frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança, pela primeira vez. No quinto ano, ele precisa se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade.

Carrie, a estranha

Carrie é uma jovem tímida, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar uma vida comum. No dia de sua formatura, descobre que possui poderes telecinéticos quando os jovens mais populares da escola a humilham diante de todos.

13 Reansons Ray

Clay Jensen, um estudante, volta para casa da escola um dia, e encontra uma caixa misteriosa deixada na sua varanda. Na caixa, ele encontra sete fitas cassete de dois lados gravadas por Hannah Baker, sua colega de escola e amor não-correspondido, que cometeu tragicamente suicídio duas semanas antes.


REFERÊNCIAS

10 competências na BNCC. Diário Escola, 2019. Disponível em:<https://diarioescola.com.br/10-competencias-da-bncc/>. Acesso em: 06/04/2021

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2017.

BRASIL. Presidência da República. Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Brasília: Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos, 2015. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13185.htm> Acesso em: 03/04/2021

BULLYING escolar: 10 sinais de que seu filho pode ser uma vítima. Novos Alunos, 2019. Disponível em:<https://novosalunos.com.br/bullying-escolar-10-sinais-de-que-seu-filho-pode-ser-uma-vitima/>Acesso em: 06/04/2021

COMO combater o bullying na escola. Nova Escola, 2018. Disponível em <https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1974/como-combater-o-bullyingnaescola#:~:text> Acesso em: 04/04/2021

COMO identificar, prevenir, combater o bullying e agressões na escola. Educador 360, 2016. Disponível em <https://educador360.com/pedagogico/combate-ao-bullying/>. Acesso em: 06/04/2021

RISTUM, M. Bullying escolar. In: ASSIS, SG., CONSTANTINO, P., and AVANCI, JQ., orgs. Impactos da violência na escola: um diálogo com professores [online]. Rio de Janeiro: Ministério da Educação/ Editora FIOCRUZ, 2010, pp. 95–119. ISBN 978–85–7541–330–2.

SILVA, Carolina Cristina da. Cyberbullying: o que é?. Politize, 2018. Disponível em: <https://www.politize.com.br/cyberbullying-o-que-e/>. Acesso em: 03/04/2021